quinta-feira, 25 de junho de 2009

Uma Igreja com TPM

Que me perdoe às mulheres, mas tenho que falar. A Igreja de hoje está com TPM. É isso mesmo a Igreja está na época da TPM. E diferentemente do que ocorre nas mulheres, essa fase da igreja não dura só uma semana. Está durando muito tempo. Tempo até demais.
As mulheres sabem muito bem que essa “fase” é uma fase muito, se posso assim dizer, sensível. Os sentimentos parecem estar a “flor da pele”. Neste período a mulher, fica mais vulnerável, irrita-se com muito mais facilidade, fica ansiosa, cansada ou fica mais calada, apática. É uma fase também em que a mulher sente muitas dores, as famosas cólicas, que para algumas são semelhantes as dores iniciais do parto.
Pois é, a igreja que é figurada como noiva (neste caso, mulher) também está nesta fase. Os seus freqüentadores tornaram se um povo muito sensível, (resistentes ao verdadeiro ensino de Cristo), vulnerável (adeptos de qualquer movimento barulhento, disfarçado como pentecostal ou febre musical), calados e apáticos (sem motivação e vontade de fazer alguma coisa efetiva), ansiosa (quer as coisas feitas para ontem, principalmente no que tange ao material). E com todo esse cenário, a Igreja padece. Sente dores, porque o foco do verdadeiro cristianismo se perdeu. Sente dores, por que o evangelho de poder (força, mudança interior, transformação), foi alterado para evangelho de poder (no sentido de permitir: poder fazer isso, aquilo ou não poder fazer isso ou aquilo).
Muitos hoje estão atrás de “evoluções farmacêuticas” no âmbito celestial. Comprimidos que aliviam dores e que tornam a mensagem de Cristo, uma mensagem imediatista, uma mensagem de consumo e que não resolve o problema. Não resolve pois quando seu efeito passa ( e isso quando surge algum efeito) as dores vem e vem mais agudas e constantes. Quase ninguém quer fazer uso dos “remédios caseiros”, aqueles que amargam a boca, mas trazem vida ao interior.
Enquanto isso a igreja continuará sentindo cólicas, dores infindáveis pois assim como algumas mulheres nestes dias, tem uma inclinação muito forte a comer as famosas “porcarias” tais como frituras e chocolates, a igreja segue pelo mesmo caminho: se entope de porcarias, julgando está se alimentando com a genuína palavra de Cristo.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Quem é a verdadeira Igreja?

Sabemos que a Igreja é a noiva de Cristo e que Deus não habita em templos feitos por mãos e que nós somos templos do Espírito Santo. E o Espírito Santo, segundo Paulo, em Romanos 08 é quem prepara a Igreja. Então, quem é e onde está a verdadeira Igreja? Aqueles que se consideram igreja, verdadeiramente são? Sabemos que existem aqueles que outrora andavam perdidos e sem direção e que voltaram ao caminho. E eles quando estavam fora, também era igreja? E os desviados, que não encontram força para regressar, fazem parte da igreja ou simplesmente devemos entregá-los ao diabo? A Bíblia diz que quando um membro do corpo se machuca, todo o corpo sofre. Será que o corpo está sofrendo com o membro machucado ou ferido, ou simplesmente queremos amputá-lo?
Observemos o mundo na época de Noé. Os homens viviam uma vida tão cheia de pecados, que Deus resolveu destruir toda a terra. Contudo, no meio da humanidade, Noé, achou graça diante do Senhor. Quem acreditou que Noé servia a Deus e não era apenas um velho louco?
Lembremos de Ló. O que fazia o sobrinho de Abraão (que era amigo de Deus) em uma cidade como Sodoma e Gomorra? Como ele e suas filhas ainda permaneciam adorando a Deus em uma cidade onde não se respeitava nada?
E na época de Elias então? Os reis, os líderes religiosos, os príncipes, todos estavam corrompidos e entregues ao culto a Baal ao ponto de Elias se achar o único adorador do Deus vivo.
Então eu te pergunto. Quem notou Noé, Ló e suas filhas, e os sete mil que estavam escondidos na época de Elias? E quando Jesus foi traído, preso, açoitado, rejeitado, crucificado e todos os discípulos fugiram, a igreja acabou? Restou alguém? Ou será que José de Arimatéia, Nicodemos, Maria Madalena ou mesmo o malfeitor da cruz por acaso não eram Igreja? Claro que sim.
E assim desde o início do mundo, as obras de Deus são contrárias as obras dos homens. Enquanto o homem escolhe mencionar as “grandes personalidades”, Deus escolhe os pequenos. Enquanto os homens disputam saber que é o maior no reino, Deus escolhe as crianças. Enquanto o homem prefere os sábios, Deus revela suas maravilhas aos pequeninos. E assim hoje muitos recebem nome de santos e na verdade nunca foram de Deus, enquanto o que as vezes são desprezados e que não receberam honrarias, eram de fato os anunciadores do reino e os verdadeiros santos de Deus.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Roubando a Deus

Laço é para o homem apropriar-se do que é santo, e só refletir depois de feitos os votos. Provérbios 20.25


Quando se fala em roubar a Deus, logo somos transportados para o texto de Malaquias 03.08: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas”.
O texto é claro não resta dúvidas e ponto final. Mas e os versos anteriores e posteriores? Todo o texto se resume apenas neste verso? Será que o homem só rouba a Deus somente quando não entrega seus dízimos e suas ofertas? Será que Deus, se importa tanto com os nossos 10% a ponto de nos acusar de ladrões? Será que Deus deseja tanto assim minha oferta, afim de quer me amaldiçoar se eu não a entregar?
Tenho prazer em ler a Bíblia e admiro quanto os estudantes põe na mesa, debates proveitosos a respeito das coisas de Deus. No entanto, não sou favorável aos dogmas que a igreja criou, usando o nome de Deus. Deus não precisa de defesa. Ninguém consegue sondar os pensamentos de Deus e nem tampouco seus caminhos como pois queremos defendê-lo? (Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR; Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos – Isaías 55.8,9)
Li o texto de Malaquias várias vezes e não consegui encontrar a conotação que muitos “ministros” usam hoje em dia a respeito desse verso. De novo, se cai no infindável troca-troca. Mostramos o que temos: o dízimo e as ofertas. E queremos o que Deus tem: as bênçãos. É a famosa barganha.
Mas você pode questionar e dizer: Mas é Deus que acusa e povo e pede para este mesmo povo entregar o dízimo e as ofertas e fazerem prova dele. Então porque Deus iria pedir se ele não quisesse? Porque Ele iria falar se não fosse cumprir?
O fato é simples. O que Deus estava cobrando do povo não era os dízimos (10%) e as ofertas, mas sim a justiça e a verdade do povo. O povo tinha um compromisso com Deus de sustentar o templo e os sacerdotes e não estavam cumprindo com esse compromisso. Os sacerdotes eram separados para cuidarem exclusivamente do templo. Por isso, eles (o povo) não estavam sendo justos.
O povo há tempos não oferecia ofertas pelos seus pecados. E manchado pelo pecado o povo está distante de Deus. Traziam ao sacrifício animais defeituosos (cegos e mancos) para oferecer a Deus (Porque, quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mau? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mau? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? ou aceitará ele a tua pessoa? diz o SENHOR dos Exércitos- Malaquias 01.08). O povo estava roubando a Deus. Estava usando de perfídia.
A queixa de Deus com o povo era pelo seu completo desapego com os mandamentos, violando a lei através de atos como roubo no salário, aflição a viúvas... ou seja, o povo não estava sendo verdadeiro. (E chegar-me-ei a vós para juízo; e serei uma testemunha veloz contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que defraudam o diarista em seu salário, e a viúva, e o órfão, e que pervertem o direito do estrangeiro, e não me temem, diz o SENHOR dos Exércitos. – Malaquias 03.05)
Nos capítulos anteriores, observe as seguintes queixas de Deus:
Eu vou tenho amado. Mas vos dizeis: Em que nos tem amado? (cap.1.2)
Onde está minha honra? Onde está meu temor? Vos desprezais o meu nome e dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome? (cap.1.6)
Ofereceis pão imundo. E dizeis: em que te havemos profanado? (cap.1.7)
Enfadais o Senhor com vossas palavras. E ainda dizeis: em que te enfadamos? (cap.2.17)
Desviastes dos meus caminhos... e dizeis: em que havemos de tornar? (cap.3.7)
Todavia vos me roubais e dizeis: em que te roubamos? (cap.3.8)
Proferem palavras agressivas contra mim. E dizeis: que temos falado contra ti? (cap.3.13)

O povo abandonou a Deus, quebrou sua aliança, profanou o templo, desprezou o nome de Deus, chateava a Deus, estava desviado dos caminhos dele e ainda proferiam palavras agressivas contra Ele. Será possível ignorar isso tudo e não avisar ao povo? Será que é possível ignorar todo o texto e se apegar apenas a uma dessas questões e afirmar que o roubo está apenas nos dízimos e nas ofertas? Então se eu “dou meu dízimo e minhas ofertas” é o suficiente para que eu alcance favores de Deus? E onde fica a justiça, a integridade e a adoração? Será mesmo que Deus não se importa com isso? Se só os dízimos e as ofertas bastam, então pra que a morte de Cristo?
O problema não é o ato de ofertar ou dizimar. É o fato de muitos acharem que isso é uma regra e que basta para alcançarem as bênçãos de Deus. Provérbios 21.03 diz: Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao SENHOR do que sacrifício. De que adianta dizimar um milhão e espancar o meu próximo? Deus se agrada disso? De que adianta ofertar e pedir perdão, se eu estou em desavença com meu irmão? A estrada do Pai-Nosso é uma pista de mão dupla que diz: “...perdoai as NOSSAS ofensas, assim como NÓS PERDOAMOS aquele que tem nos ofendido...”
Pergunto de novo: Deus é roubado apenas nos dízimos e nas ofertas? De maneira alguma. Para muitos uns dos piores crimes é o roubo. Então eu vos digo:
Quando dizemos que amamos e não o fazemos, estamos roubando um lugar no coração de alguém que não é nosso.
Quando desprezamos ou ofendemos alguém, estamos roubando sua alegria.
Quando mentimos, estamos roubando a verdade;
Quando matamos, estamos roubando uma vida;

E quando nos afastamos de Deus, estamos roubando de nós mesmos, o direito a vida eterna. Pense nisso.