quarta-feira, 1 de julho de 2009

Um Herói as Avessas

Jesus foi levado ao deserto pelo Espirito Santo. Chegando lá foi tentado pelo diabo de todas as formas e no final saiu vencedor. Jesus não tinha super poderes. Não era uma espécie de X-men, Hancock, Homem-Aranha ou Super-Homem (se bem que pra mim um homem que veste a cueca por cima da calça, é no mínimo bem estranho). Era simplesmente um homem comum. Só que era um homem que tinha fé e sua fé em Deus não se abalaria com meia dúzia de palavras do diabo.
Por vezes queremos ser super heróis. É fácil depois de passar o dia inteiro na igreja, ler a Bíblia ou orar algumas horas julgarmos prontos para enfrentar qualquer batalha e de preferência contra nosso adversário: o diabo.
Pensamos: tenho a bíblia na mão, Jesus no coração, nasci pra ser campeão, ah! Comigo não! Encaro o diabo e jogo ele no chão. Mas não é tão simples assim. Se Jesus te mandar ir, vai e vá sem medo. Agora se você resolve ir por sua conta e risco, pode não dar muito certo e o final então, pode ser desagradável.
Adão e Eva comeram do fruto proibido porque acharam que poderiam ficar mais sábios; Caim acabou matando o próprio irmão porque achava que não tendo concorrentes, Deus se agradaria mais dele; Davi, no momento em que se achou tão íntimo de Deus e deixou o poder subir a cabeça, em um curto espaço de tempo, cometeu adultério, engravidou a mulher de outro, cometeu um assassinato e perdeu um filho. Pessoas que se julgam importantes demais ou até mesmo, super heróis e que brincaram com o inimigo e acabaram por cair em suas ciladas.
Paulo diz que a nossa luta não é contra carne ou sangue, mas contra os principados e potestades. Nós não podemos vencê-lo pela força do nosso braço, mas usando o poder de Cristo e conhecendo as táticas do nosso adversário.
J. Blanchard disse certa vez: “A tentação é algo que nunca devemos estimular, mas que sempre devemos esperar”. Conhecer as armas do nosso adversário e se precaver contra elas é o passo mais importante em uma luta.

Primeira Pausa ( Pequeno esclarecimento)

Para meu amirmão (ora mais amigo, ora mais irmão) está pausa:
Meninos e Meninas, moças e rapazes, leitores e leitoras, pessoas lá de Lisboa, pessoas aí do Brasil: A frase de abertura deste blog não é de autoria deste pobre mortal. Pertence ao meu amirmão Jederson Rodrigues.
Sei que não precisava explicar, posso deixá-lo envergonhado por ter escrito tamanha "atrocidade". Mas, assuma Jederson: o filho é teu!
A você esta pausa e meus agradecimentos, não só por isso, mas por tudo.
Valeu amirmão!

Em tempo de chuva,reduza a velocidade

Havia um homem que era um dos principais da sinagoga. Homem experiente, bem vivido, conhecedor da Torá (a lei de Moisés), bom homem, honesto, bom pai...um típico fariseu daquela época. Seu nome: Jairo.
Mas apesar de todas as aparências, Jairo era um homem infeliz. Sua religiosidade, não preenchia o vazio que seu coração sentia. Quem sabe, sentia tão pecador e indigno quanto os publicanos e meretrizes que encontrava nas ruas. Só que seu status de um dos principais da sinagoga não lhe permitia assumir isso.
Porém quando sua única filha adoeceu, Jairo se abalou muito. Seu mundo ruiu. Sentiu-se mais pecador do que antes, pois naquela época (e alguns hoje assim ainda crêem) acreditava-se que as doenças dos filhos eram por causa de pecados dos seus pais. E quando seu estado piorou ainda mais, deixando-a à beira da morte, Jairo se desesperou. E agora o que fazer? A quem recorrer? A quem procurar? Ele sabia que só mesmo um milagre de Deus poderia salvá-la.
Jairo já tinha ouvido falar do Mestre da Vida, Jesus Cristo. Era conhecedor dos seus grandes sinais e prodígios. Já tinha ouvido que Ele curara a muitos. Mas seu status não lhe permitia procurar Jesus. Seria expulso da sinagoga, pois seus amigos fariseus não o aceitavam. Seria perseguido. Perderia seu prestígio. Mas e sua filha?
Jairo refletiu bastante e decidiu: esmagaria seu preconceito e iria até Jesus. E assim o fez. Só que ele sabia bem o que queria. Já tinha um plano em mente e Jesus seria um mero cumpridor do seu plano genial.
Quando Jairo chegou e ajoelhou (talvez para que Jesus sentisse piedade da situação), Cristo já conhecia seu plano “infalível”. Mesmo assim, foi com Jairo. Só que Jesus também tinha um plano: ensinar a Jairo o verdadeiro sentido da fé. Por isso, propositadamente, demorou-se pelo caminho. Muitas pessoas interpelavam a Jesus, e Ele atendia. Curava os doentes, expulsava os demônios, e quem sabe até aconselhava alguns pelo caminho. Aquela demora de Jesus angustiava mais ainda a Jairo. Se Jesus demorasse muito, seu plano falharia. E foi exatamente o que aconteceu.
Enquanto caminhavam, os criados de Jairo chegaram e pediram para ele não incomodar mais o Mestre, pois sua filha havia morrido. Que dor ele deve ter sentido naquele momento! Só que diferente de algumas horas atrás, Jairo não estava mais com a pressa e o medo que sempre o acompanhavam. Aquelas horas no caminho com Jesus, mudaram sua vida para sempre. Ao ver Jesus curando os doentes, demonstrando amor por cada um deles, salvando as meretrizes e publicanos que tanto ele e seus amigos fariseus o condenavam, Jairo entendeu verdadeiramente o que é fé. O vazio que estava em seu coração foi preenchido e ele estava agora firmado em Jesus e nas suas palavras. Estava tranqüilo, pois sabia com quem caminhava.
Jairo então aprendera a lição. Montou um plano para Jesus e caiu no plano do Mestre. Neste momento então tudo é mais simples: Jesus apressa o passo, entra na casa de Jairo e ressuscita sua filha. Simples e rápido assim. E esse é o Jesus que Jairo não conhecia até então...